Passaredo desfaz venda à Itapemirim por descumprimento de contrato

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MARCELO TOLEDO
RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - A venda da companhia aérea Passaredo à Itapemirim foi desfeita, pouco mais de dois meses após a divulgação do negócio.

O anúncio foi feito pela Passaredo por meio de comunicado na noite desta segunda-feira (11).

De acordo com a companhia aérea, que tem sede em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo), a transação envolvendo a transferência do seu controle societário não foi efetivada devido ao descumprimento de condições definidas no contrato.

O acordo estabelecia obrigações a serem cumpridas num prazo de 60 dias, o que não ocorreu. Os valores envolvidos na transação não foram revelados.

"Diante do não cumprimento das condições precedentes estabelecidas em contrato, os compradores foram notificados pela Passaredo na data de hoje, 11 de setembro de 2017, sobre o encerramento formal do negócio", diz trecho do comunicado.

Com isso, ainda conforme a aérea, a empresa seguirá as operações com o atual quadro societário.

O anúncio da venda para a Itapemirim foi feito em 3 de julho e o objetivo da compradora, empresa do setor de transporte rodoviário, era integrar as malhas aéreas e rodoviárias para atingir mais destinos e incorporar mais 20 aeronaves à frota até o ano que vem.

Hoje, a Passaredo atende 18 destinos de nove Estados com sua frota composta por sete aeronaves. Ela atua de forma complementar com Latam e Gol e o objetivo do negócio a partir de agora, segundo o comunicado, é reestruturar sua frota operacional para atender novos mercados e focar os acordos de codeshare (cooperação) vigentes.

A Passaredo enfrentou problemas financeiros nos últimos anos, que culminaram num pedido de recuperação judicial em 2012 -do qual saiu neste ano.

Entre os destinos atendidos pela aérea estão Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Goiânia, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo (Guarulhos).

A demanda por voos domésticos teve alta de 1,5% no país nos sete primeiros meses deste ano, segundo dados da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas). No mês de julho, o aumento foi de 3,9%, em relação ao mesmo mês do ano passado.

Terça, 12/9/2017 6:54.



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